Junta de Freguesia de Armação de Pêra Junta de Freguesia de Armação de Pêra

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Polo de Educação celebrou o Magusto com tradição, música e animação

Polo de Educação celebrou o Magusto com tradição, música e animação

13-NOV-2025

O Polo de Educação ao Longo da Vida de Armação de Pêra celebrou, mais um ano, o tradicional Magusto de São Martinho, num ambiente de alegria, convívio e partilha, no dia 11 de Novembro.A iniciativa, que se realiza anualmente, foi um momento de recordar os Magustos feitos há cerca de oito anos, reunindo participantes e formadores, num momento que mantém viva uma das tradições mais emblemáticas da cultura popular portuguesa.«Foi uma festa muito bonita. Todos os anos fazemos o magusto aqui. Recordamos os que fizemos há 7 ou 8 anos, éramos novas e agora já estamos velhas, mas continuamos a manter esta tradição», recordou Dília, uma das participantes, com emoção e boa disposição.À mesa não faltaram as castanhas assadas, acompanhadas de jeropiga, vinho, água-pé e petiscos tradicionais, como enchidos, salgados, queijos e doces. A tarde foi animada com música, poesia e cantares populares, num ambiente de confraternização e memória coletiva.O encontro demonstrou, uma vez mais, que o Magusto é mais do que uma celebração de outono — é um momento de união, que reforça os laços comunitários e celebra as tradições que continuam a dar vida à cultura portuguesa.   Cátia Rodrigues

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Harmony: o restaurante que nasceu da paixão, da coragem e do sonho

Harmony: o restaurante que nasceu da paixão, da coragem e do sonho

05-NOV-2025

A jovem empresária Ana Nunes transformou a dor em força e o sonho partilhado com o namorado num projeto de vida. O restaurante Harmony é hoje um espaço de referência pela autenticidade, pelo acolhimento e pela harmonia entre sabores, pessoas e emoções.Quando o Harmony abriu portas, a 16 de Julho de 2022, em Armação de Pêra, era o resultado de um projeto pensado a quatro mãos. Ana Nunes, natural de Portimão, e o namorado, André Arcadinho, partilhavam não só uma relação pessoal, mas também uma paixão profissional: a gastronomia e o desejo de criar algo diferente.«O Harmony nasceu de um projeto a dois. Eu sempre estive ligada à cozinha e à pastelaria, o André à área de restaurante e bar. Juntámos as duas partes e criámos um espaço que refletisse o melhor dos dois mundos», recorda Ana, com orgulho.Formada em cozinha e pastelaria há cerca de dez anos, a jovem trabalhou em várias unidades hoteleiras do Algarve, mas sentia necessidade de dar um passo em frente.«Queríamos criar algo nosso, uma coisa fora do comum, que transmitisse uma verdadeira harmonia — entre sabores, ambiente e experiência do cliente», explica.O destino, porém, viria a testar a força de Ana de forma inesperada. Um ano depois da abertura do restaurante, em Agosto de 2023, André Arcadinho perdeu a vida num acidente de mota.«Foi um choque. O Harmony era o nosso projeto, cada detalhe foi pensado pelos dois — as cadeiras, os candeeiros, o logótipo, tudo. De repente, fiquei sozinha a ter de decidir tudo», confessa a proprietária do Harmony.Durante um mês, o espaço manteve-se de portas fechadas.«Eu vinha para cá todos os dias sem saber o que estava a fazer. Isto tornou-se o meu refúgio. Era o meu ponto seguro depois de tudo o que aconteceu», recorda.Apesar da dor, Ana tomou uma decisão difícil, mas definitiva: continuar.«Pensei em desistir, sim. Mas algo em mim dizia que não podia. O Harmony é e será sempre um projeto a dois. Mesmo que hoje seja só meu, trago sempre um bocadinho dele aqui», afirma, com um sorriso.O nome do restaurante, escolhido a dois, ganhou ainda mais significado após a tragédia.«Harmony vem de harmonia, e o nosso logótipo tem um cervo. O cervo representa a ligação entre o céu e a terra. Hoje acredito que tenho um anjo da guarda a ajudar-me lá em cima», partilha.Aos 25 anos, Ana aprendeu a gerir não só um negócio, mas também a dor e a responsabilidade.«Acho que esta força vem mesmo daqui, do Harmony. É o que me motiva todos os dias a levantar-me e continuar», diz.Entre desafios diários e dias menos bons, a jovem empresária confessa que é o contacto com os clientes que lhe dá ânimo.«Eu passo muito tempo na cozinha, mas adoro vir cá fora, falar com as pessoas, perceber se estão bem. O acolhimento ao cliente é o mais importante. Quando o cliente se sente bem recebido, quer voltar — e isso é o maior elogio que posso ter», reflete Ana.O Harmony destaca-se pelo ambiente acolhedor e pelo conceito de brunch, ainda pouco comum na zona. As tostas abertas, as panquecas altas e fofas, e as tábuas de brunch com fruta, granola, croissants e toques portugueses conquistaram tanto turistas como moradores.«Quisemos criar algo confortável e diferente. Um espaço onde as pessoas se sintam em casa, onde possam vir sem pressa, aproveitar o momento», explica Ana.A gastronomia mistura inovação com tradição.«Tenho pratos que trazem um gostinho português, como a tosta feita com fatia dourada, igual à que a minha avó fazia. Gosto de misturar raízes, tendências e memórias. É um equilíbrio entre o passado e o presente», afirma.O restaurante também é pet-friendly, algo que Ana faz questão de sublinhar.«Os animais são bem-vindos aqui. O Harmony é um espaço de acolhimento — para todos», diz com um sorriso. Situado a poucos minutos da praia, mas estando longe da Avenida Beira-Mar, o Harmony funciona durante todo o ano, contrariando a tendência de muitos estabelecimentos da região que encerram no inverno.«O Algarve não deve viver só do verão. Há movimento, há vida, e é importante oferecer alternativas às pessoas que cá vivem. O inverno também é tempo de trabalhar», defende.Ana tem orgulho em ver que o esforço compensa.«Há dias em que olho lá para fora e vejo o comboio turístico cheio a passar, mesmo em outubro ou novembro. Isso dá-me ânimo. É sinal de que Armação de Pêra continua viva — e o Harmony faz parte dessa vida.»Três anos depois da inauguração, Ana encara o futuro com determinação.«O primeiro ano foi de descoberta, o segundo de sobrevivência, e o terceiro de consolidação. Agora quero crescer mais», afirma.A empresária já trabalha com uma equipa de marketing para reforçar a divulgação digital.«Vivemos numa era de redes sociais. A imagem online é tão importante quanto a experiência presencial. Quero que quem nos veja no Instagram sinta vontade de vir cá e viver a experiência real», explica.Em 2026, o restaurante vai estrear um novo menu, com sabores e ingredientes inspirados nas tendências internacionais.«Gosto de criar algo novo todos os anos. Os clientes que voltam encontram sempre novidades. Quero que o Harmony continue a surpreender», promete. Ao olhar para trás, Ana resume estes três anos numa palavra: desafiante.«Foi desafiante a todos os níveis — profissional, pessoal e emocional. Passei de duas cabeças a pensar para uma. Mas aprendi muito. Cresci. Hoje sinto orgulho na mulher e na profissional em que me tornei», confessa.Entre a superação pessoal e o sucesso profissional, o Harmony tornou-se mais do que um restaurante — tornou-se uma metáfora da vida.«Isto é muito mais do que um negócio. É a minha história, o meu refúgio e a minha força. A harmonia que o nome diz está aqui — entre o passado, o presente e o que ainda vem», conclui Ana Nunes, com o brilho no olhar de quem venceu pela persistência.

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Mais um mês, mais um Encontro sobre rodas

Mais um mês, mais um Encontro sobre rodas

04-NOV-2025

O dia 2 de Novembro trouxe de volta o brilho e o roncar dos motores antigos à marginal de Armação de Pêra, com mais um Encontro de Veículos Clássicos organizado pelo Clube de Veículos Clássicos do Barlavento.O evento, de entrada livre, decorreu entre as 10h00 e as 13h00, junto ao antigo mini-golfe, e reuniu dezenas de automóveis que marcaram diferentes gerações, entre eles com marcas Austin, Renault 4, Bentley, Jaguar, Mini 1275, Minor 1000, Alfa Romeo, Lotus (1999), Morris, e entre outros. A estrela deste encontro foi o Porches 911, o substituto da verdadeira estrela que naquele dia estava avariado.A iniciativa, que se realiza mensalmente, tem vindo a atrair colecionadores e curiosos de todo o Algarve. Além dos automóveis, o encontro serve de ponto de encontro entre entusiastas, famílias e visitantes, que podem apreciar viaturas cuidadosamente restauradas, conversar com os proprietários e tirar fotografias com modelos que contam décadas de história sobre rodas.A entrada é gratuita tanto para participantes como para o público, e não é necessária inscrição prévia.O próximo encontro é no dia 7 de Dezembro e os organizadores já anunciaram o tradicional mergulho de Natal, que decorre na manhã de dia 25 de Dezembro, e o banho de Ano Novo (no dia 1 de Janeiro). A participação reverte doações para as associações de Armação de Pêra.  Cátia Rodrigues

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Bruno Alves promete «mudança» na tomada de posse da Junta de Freguesia

Bruno Alves promete «mudança» na tomada de posse da Junta de Freguesia

01-NOV-2025

A Junta de Freguesia de Armação de Pêra iniciou um novo ciclo autárquico com a tomada de posse do executivo eleito para o mandato 2025-2029, numa cerimónia realizada no dia 31 de Outubro e marcada por um ambiente de otimismo e responsabilidade.O novo presidente, Bruno Miguel da Conceição Alves, eleito pela coligação “Juntos Acreditamos” (PSD/CDS/IL), assumiu oficialmente as funções com um discurso de tom conciliador e reformista, defendendo uma «mudança na forma de fazer política» e apelando à cooperação entre todas as forças representadas. «Este é um tempo que deve ser de continuidade, mas sobretudo de mudança na forma como fazemos política. O nosso compromisso é transformar o trabalho político num trabalho único, concreto e partilhado», afirmou Bruno Alves no início da sua intervenção como novo presidente da Junta de Freguesia.O novo autarca sublinhou que pretende governar «com todos e para todos», deixando de lado a lógica partidária para centrar a ação nos interesses da freguesia.«A partir de hoje deixamos de ter programas de partidos políticos para termos um único programa — o programa da freguesia. Cada eleito, independentemente da sua origem política, tem agora uma responsabilidade comum: contribuir para o desenvolvimento sustentável da nossa terra», afirmou durante o discurso.Entre as principais prioridades do mandato, Bruno Alves destacou a melhoria dos serviços públicos, o apoio às instituições locais, a valorização do espaço público e ambiental e a cooperação com a Câmara Municipal e a comunidade educativa e social.«As pessoas esperam de nós menos debate estéreo e mais soluções concretas, menos palavras e mais resultados», afirmou, acrescentando que «a porta da Junta estará sempre aberta para ouvir, esclarecer e construir em conjunto».O presidente reforçou, ainda, a ideia de que o futuro da freguesia deve ser construído «com respeito pelas diferenças e capacidade de encontrar pontos comuns».«Não governarei em função do passado, mas do futuro — do futuro com F maiúsculo. O que está em causa é a construção de uma freguesia mais limpa, mais justa e mais preparada para os desafios do nosso tempo», declarou. A cerimónia incluiu também uma homenagem ao anterior presidente da Junta, Ricardo Pinto, que terminou 12 anos de mandato. Foi descerrada uma placa de reconhecimento público, destacando a «dedicação, empenho e serviço público em prol da comunidade e da Armação de Pêra».«O trabalho desenvolvido ao longo destes mandatos constitui parte da nossa história e merece ser valorizado e reconhecido. Obrigado, Ricardo, pela dedicação à nossa comunidade», declarou Bruno Alves. O novo executivo da Junta de Freguesia de Armação de Pêra é composto por:Presidente: Bruno Miguel da Conceição Alves.Vogais: Mariana Costa dos Reis Marques, Manuel António Guedes da Costa, Maria Margarida Moraes Cardoso Batista Soares Vieira da Silva e Miguel Fonseca Santos.A Mesa da Assembleia de Freguesia será presidida por Mara Luísa Guilherme da Rosa, tendo como primeiro-secretário Rui Miguel Soares Coelho e segunda-secretária Cristina Isabel Correia Franco da Silva. Esta decisão foi feita por meio de votação durante a cerimónia.Todos os eleitos prestaram juramento público de «cumprir com respeito pelos deveres decorrentes da Constituição e da lei«, perante aplausos dos presentes.Depois de todos os eleitos se apresentarem e das votações, o novo executivo foi cumprimentado por quem assistia, sendo Ricardo Pinto o primeiro a fazê-lo.No encerramento da cerimónia, Bruno Alves deixou uma mensagem de confiança e união.«O que nos une é maior do que o que nos separa. Une-nos o amor por Armação de Pêra e a vontade de ver a nossa terra crescer. Trabalharei com dedicação, transparência e sentido de missão. Armação de Pêra merece o melhor de nós», terminou. Eleitos: Junta de Freguesia:Bruno Alves- Juntos Acreditamos (presidente);Mariana Marques- Juntos Acreditamos (vogal);Manuel da Costa- Juntos Acreditamos (vogal);Maria Margareta da Silva- Juntos Acreditamos (vogal);Miguel Fonseca Santos- Juntos Acreditamos (vogal). Mesa de Assembleia:Mara Rosa- Juntos Acreditamos;Rui Coelho- Juntos Acreditamos;Cristina Franco- Juntos Acreditamos. Restantes Membros da Mesa de Assembleia:Francisco Alberto (CDU);António Morgado (CHEGA);Mário Nobre de Oliveira (PS);Ana Cristina Zeferino (CDU);Alexandra Amaral (CHEGA);Filipe Nunes (CDU);Gil Afonso (PS);Alexandre Carvalheiro (Juntos Acreditamos);André Rodrigues (Juntos Acreditamos).Cátia Rodrigues 

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Ricardo Pinto: A sua mensagem de despedida

Ricardo Pinto: A sua mensagem de despedida

31-OUT-2025

Obrigado Armação de Pêra e até sempre!Hoje termino um ciclo de 16 anos em que exerci funções executivas na Junta de Freguesia de Armação de Pêra! Foram 4 anos como tesoureiro, sob a liderança do Fernando Santiago e na companhia da Marta Prudêncio, a que se seguiram 8 anos como Presidente de Junta, acompanhado pelo Jorge Rosário e a Joana Nicole. Nestes últimos 4 anos, também como Presidente, acompanharam-me a Margareta Vieira e o Bruno Alves, a quem hoje passarei o testemunho. Que tremendo orgulho, enorme privilégio e imensurável gratidão ter trabalhado com todos e com cada um de vós.Muito, muito, muito obrigado a todos! 16 anos da nossa vida são impossíveis de resumir, mas quero que todos saibam que cesso as minhas funções na junta muito orgulhoso do que consegui fazer, mas não satisfeito. A todos aqueles que me acompanharam em funções no executivo, aos que integraram a Assembleia de Freguesia, entre os quais destaco o Sergio Candeias, e a todos os funcionários da, manifesto a minha maior gratidão por todo o trabalho que em conjunto desenvolvemos, esforço aplicado e dedicação ao serviço público que eu atesto.A todas as instituições, coletividades e associações com as quais trabalhei em conjunto manifesto o meu profundo reconhecimento pelo insubstituível trabalho que desenvolvem, diariamente, em prol de Armação de Pêra e das suas gentes. A todos os parceiros e fornecedores, agradeço a forma profissional e idónea com que sempre pautamos as nossas relações. A todos os armacenenses, manifesto o meu mais profundo agradecimento pela oportunidade que me concederam e a confiança que em mim depositaram, de forma sucessiva e inequívoca, ao longo destes 16 anos. A todos sou-vos eternamente grato por me terem permitido ser sempre um de vós e de ter aprendido tanto, mas tanto convosco.Nestes 16 anos vi e vivi muita coisa. Coisas boas, menos boas, más, mas também incríveis. Termino este importante ciclo, que tanto impactou a minha vida, com uma grande bagagem e um capital de conhecimento e de experiência, nas mais variadas áreas, que adquiri com todos aqueles com quem contactei. Durante este período, atravessei momentos muito duros, difíceis e desafiantes. Acompanhei até à sua última morada dois ex-Presidentes de Junta, Manuel Delfino Ribeiro e Fernando Santiago, assim como alguns funcionários da Junta de Freguesia, o Zé, o Alberto e o Filipe. Foram momentos muitos difíceis. Obrigado por tudo e paz às suas almas. Perdi muita coisa, mas ganhei tantas outras. No final, o saldo, acreditem, é deveras positivo. Foi durante a minha gestão que Armação de Pêra ganhou um estádio relvado, um edifício sede para a Junta de Freguesia, que os Piratas tomaram conta da nossa baía, que o nosso recife obteve o seu justo reconhecimento, que as duas margens da ribeira de Alcantarilha ficaram ligadas, que a Igreja e a Capela de Nossa Senhora dos Aflitos, na Fortaleza, foram restauradas, que o novo Centro Paroquial foi inaugurado, que o Parque de Estacionamento Nascente entrou em funcionamento, que grandes investimentos como o Bayline foram realidade, que o Jardim da Quinta dos Arcos saiu do papel, que os carros clássicos colocaram a nossa vila no mapa, que o ensino secundário deu os seus primeiros passos, que o evento de fim de ano passou a ser regra e não uma utopia, que o carnaval trapalhão conheceu um novo impulso, que as marchas populares renasceram, que a tourada acabou, que os eventos culturais se multiplicaram e diversificaram, que a junta de freguesia se dotou de mais e melhores recursos humanos, financeiros e materiais para cumprir a sua missão… enfim, tantas e tantas conquistas, com tantas outras mais por concretizar. Sei que muito ficou por fazer, muito ficou por dizer, mas é sempre assim. Nada é perfeito, nada está acabado e o ingrato e, simultaneamente, incrível destas funções, é que há sempre muito mais por fazer do que aquilo que já foi feito. O que está feito, feito está. O que já foi feito já não precisa ser feito novamente e é efémero. Para a nova equipa, liderada pelo meu irmão político, Bruno Miguel Alves, que a partir de hoje assumirá funções na Junta de Freguesia, deixo os meus votos de um excelente mandato autárquico, consciente que irão encontrar a junta incomparavelmente melhor do que eu a encontrei há 16 anos, mas também com a certeza deque irão abraçar o maior e mais exigente desafio das vossas vidas! A qualidade da equipa liderada pelo Bruno, deixa-me tranquilo que o legado construído por todos aqueles que me antecederam e, permitam-me, humildemente dizer, que também por mim, irá ter continuidade e conhecer um novo impulso rumo a um futuro ainda mais promissor. A todos, desejo muita sorte e faço votos que consigam desenvolver um excelente trabalho por Armação de Pêra e a suas gentes. Estou certo de que assim será. Quanto a ti Bruno… já sabes, se não fosse para fazeres melhor do que eu fiz, não te apoiaria e tu sabes bem o quanto te apoio e estou disponível para te continuar a apoiar. Agora é o teu tempo. Vai com tudo e com todos, todos, todos!Por fim, neste dia repleto de emoções, permitam-me que as minhas últimas e derradeiras palavras sejam dirigidas à minha família, até porque para mim, a família não uma coisa importante. Ela é tudo! Ao meu pai, à minha mãe e ao meu irmão obrigado por toda a inspiração e apoio. As minhas desculpas por todas as ausências e pelas minhas falhas. Vocês foram sempre enormes e são gigantes. À minha mulher Telma e às minhas filhas Camila e Juliana, que ganhei neste período em que estive na Junta de Freguesia, apresento as minhas desculpas por não ter conseguido ser melhor em muitos momentos e agradeço-vos por terem sido sempre casa e lar. O amor que por vós tenho transcende rótulos e o próprio tempo. Ele é pertencimento. É lar. É eternidade. Amo-vos Obrigado Armação de Pêra e até sempre! Com grande estima e gratidão… Ricardo Pinto Conheça o seu percurso aqui!

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De Moçambique a Armação: Aurora recorda a vida com amor e afeto

De Moçambique a Armação: Aurora recorda a vida com amor e afeto

20-OUT-2025

Por entre risos, recordações e histórias que atravessam quase nove décadas, Aurora fala com a serenidade de quem muito viveu.Aos 87 anos, é uma das presenças mais queridas do Polo de Educação ao Longo da Vida de Armação de Pêra — e a sua trajetória é também a história de um Algarve que mudou, mas que continua a pulsar nas memórias de quem o construiu.Natural de Porches, no concelho de Lagoa, Aurora cresceu numa quinta grande e rica, que pertencia à madrinha do seu pai. Viveu em ambiente simples, marcado pelo afeto e pelo trabalho, entre os seus irmãos. No total eram quatro.«Fui criada sempre com muito amor. Os meus pais eram pessoas muito boas. O meu pai escapou à Segunda Guerra por ser casado e sempre lutou para nos dar tudo o que podia», recorda com emoção.Antigamente, tinha-se filhos cedo. Quando Aurora nasceu, a mãe tinha 20 anos e o pai, 22. Descobria-se ‘de surpresa’ a gravidez — era pela barriga que se percebia.«Se fizesse uma barriga empinada, parece que era um rapaz. Era conforme o corpo da pessoa», recorda-se Aurora.Filha mais velha, aprendeu cedo o valor da responsabilidade e da partilha.«Naquele tempo havia respeito, união e necessidade. As pessoas ajudavam-se umas às outras», diz, com um sorriso nostálgico.Aurora casou-se com 22 anos e acompanhou o marido, funcionário do Banco Nacional Ultramarino (a atual Caixa Geral de Depósitos), até Vale Peri, em Moçambique.«Casámos a 16 de Outubro e ele embarcou logo a seguir. Foi tudo muito rápido. Depois fui eu, grávida, no barco Império. A viagem durou quase um mês», relembra.Enquanto estava grávida, diziam-lhe que era um menino que ia ter.«Nunca diziam que era menina», recorda-se, «o masculino estava sempre à frente».Em África, viveu 13 anos. A filha nasceu lá, em plena época colonial, e foi lá também que Aurora testemunhou o 25 de Abril de 1974.«Passei lá o 25 de Abril. Foi lindo, faço anos nesse dia. Fomos ao cinema e só mais tarde percebemos o que estava a acontecer em Portugal. Foi um dia que nunca esqueci», disse Aurora.As recordações dessa fase misturam o encanto da descoberta com a dureza dos tempos.«Era tudo diferente. A guerra ainda se sentia, mas as pessoas eram muito humildes e de coração bom», conta.Antes de voltar a Portugal, passou por Inhambane, em Moçambique, uma terra antiga marcada pela estátua de Vasco da Gama — destruída durante a guerra — e pela bondade das suas gentes. Além disso, era um sítio de pessoas humildes e de coração bom.O marido, sempre dedicado, enfrentou problemas de saúde — mas Aurora nunca perdeu a coragem.Depois de tantas mudanças, Aurora encontrou finalmente a estabilidade que procurava«Ele foi sempre um bom marido, muito respeitador. Eu nunca trabalhei fora, mas fazia tudo em casa. Foi uma vida de muito amor e companheirismo», revela.Depois da independência de Moçambique, Aurora e a família regressaram a Portugal. Fixaram-se primeiro em Albufeira, onde o marido continuou a trabalhar no banco, e mais tarde em Armação de Pêra, lugar que acabaria por se tornar o seu lar.«Quando viemos, não havia casas nenhumas. Um dia disseram-me que havia uma aqui, e fiquei. Foi das melhores decisões que tomei», revela com um sorriso.Em Armação de Pêra, Aurora encontrou o espaço que hoje chama de segunda casa, há 25 anos: o Polo de Educação ao Longo da Vida. Chegou ao grupo através das aulas de ginástica e rapidamente passou a fazer parte da comunidade.«Foi a coisa mais bonita que podiam ter criado. Há convívio, amizade e alegria. A gente sente-se viva, mesmo com a idade que tem», afirma, orgulhosa.Viúva há sete anos, Aurora mantém a rotina com energia e bom humor. Vive acompanhada pela filha e fala com orgulho do neto e da bisneta, que a visitam sempre que podem.«Tenho 87 anos e continuo a agradecer a Deus por tudo. A vida ensinou-me a ser forte. Já perdi pessoas muito queridas, mas guardo-as no coração», disse com um sorriso.Ao recordar o passado, a voz de Aurora mistura nostalgia e serenidade.Recorda-se, ainda, uma altura em que a mãe fazia os fatos de banho em turco.«Eram com uma rodazinha, as cuecas iguais, com elástico nas pernas e na cintura. Era todo tapadinho, com alças».Foi em África que vestiu o seu primeiro fato de banho.«Considero que vivi uma vida boa, dentro do possível. Fui feliz na casa dos meus pais, no casamento, no trabalho. Tenho orgulho disso», revelou.No Polo, é exemplo de vitalidade e inspiração. Entre as atividades, as conversas e as gargalhadas partilhadas, Aurora mostra que a idade não é obstáculo para quem guarda dentro de si a vontade de continuar a aprender — e a viver com gratidão. Cátia Rodrigues

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Maria da Luz: um símbolo de trabalho, força e fé

Maria da Luz: um símbolo de trabalho, força e fé

13-OUT-2025

Aos 70 anos, Maria da Luz, natural de Santa Clara-a-Velha, perto de Sabóia, é uma das vozes que contam a história de gerações de trabalhadores que fizeram do Mercado Municipal um espaço central na vida da comunidade.A sua trajetória é marcada pelo trabalho árduo, pela dedicação à família e por uma memória viva das transformações sociais e económicas da região. É um ícone de Armação de Pêra.Maria da Luz deixou a terra natal com apenas 17 anos, rumo a Armação de Pêra. Rapidamente começou a trabalhar na Miramar, um restaurante de referência em Armação de Pêra, situado ao lado da Fortaleza, que descreve com carinho:«Eu também fui muito feliz aí. (...) Trabalhava das sete da manhã até às duas da noite, mas era um tempo bom, cheio de amizade com as colegas. Se pudesse voltar atrás, voltava», afirma Maria da Luz com um sorriso.O restaurante encerrou após três de trabalho, mas as recordações permanecem como um dos capítulos mais felizes da sua vida profissional.Depois do casamento e do nascimento dos filhos, Maria da Luz dedicou anos à vida familiar. Mais tarde, encontrou no mercado municipal uma nova casa:«Inscrevi-me e vim. Primeiro trabalhei na Praça Velha, vendia na rua. Carregava e descarregava. Depois comprei o meu primeiro carro de carreira e fui ficando até hoje», recorda-se.A sua rotina começou a ser das seis da manhã até à uma da tarde sem férias, para dar o melhor de si ao público Armacenense e quem visitava o Mercado Municipal.Durante décadas, assistiu às mudanças do comércio local, desde os tempos em que “havia muita gente e muitos produtos” até à atualidade, em que a concorrência dos supermercados e centros comerciais esvaziou parte da tradição.Casou-se com 20 anos e logo a seguir teve o privilégio de receber o seu primeiro filho, e aos 26, o seu segundo.Apesar das dificuldades e perdas pessoais — o falecimento do marido há sete anos e de familiares próximos pouco tempo depois — Maria da Luz manteve-se firme:«É uma dor que fica, mas vai acalmando. Acho que é Deus que me ajuda a ter força. Vou buscar motivação todos os dias para vir cá», refere a comerciante.A ligação à família é central na sua vida. Fala com orgulho dos pais e recorda a felicidade da infância.«O maior orgulho que tive foi ter uns pais maravilhosos. A minha mãe ainda hoje está viva, com 94 anos», afirmou com orgulho.Quando se pergunta se pretende deixar o seu trabalho, Maria da Luz pensa em desistir, mas que por outro lado pergunta-se, “Mas também o que é que vou fazer para casa?”, ficando com a ideia que enquanto puder continuará a trabalhar.Além do trabalho no Mercado Municipal, sempre que pode, vai ajudar no restaurante “Zézinha”, visto que as saudades de trabalhar no restaurante Miramar são notórias.Com todos estes trabalhos, ainda tem a tarefa de cuidar da sua horta e, nos seus tempos livres, de apanhar caracóis.A história de Maria da Luz é também a história de uma geração que construiu, com esforço, a identidade da vila. Do trabalho incansável no restaurante às madrugadas no mercado, ela personifica a resistência de quem nunca deixou de acreditar no valor do esforço diário.Apesar de afirmar que «já não tem idade para esperar mudanças na praça», guarda consigo uma certeza: a de que viveu uma vida simples, mas plena.«Considero que vivi uma vida boa, dentro do possível. Fui feliz na casa dos meus pais, no casamento, no trabalho. Tenho orgulho disso», terminou com um sorriso. 

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Coligação Juntos Acreditamos, com Bruno Alves, vence em Armação de Pêra

Coligação Juntos Acreditamos, com Bruno Alves, vence em Armação de Pêra

13-OUT-2025

A Coligação Juntos Acreditamos saiu vitoriosa nas Eleições Autárquicas de 2025, realizadas no dia 12 de Outubro, elegendo Bruno Alves como o novo presidente da Junta de Freguesia de Armação de Pêra. A vitória da coligação estendeu-se também à Assembleia de Freguesia, à Câmara Municipal e à Assembleia Municipal, reforçando a confiança dos eleitores no projeto político apresentado. O número de votantes foi de 46,47%, num total de 2.402 votantes. A nível concelhio, Luísa Conduto Luís (PCP-PEV) foi eleita presidente da Câmara Municipal de Silves, assumindo a liderança do executivo municipal para o próximo mandato. Para a Assembleia Municipal, foi Rosa Palma a eleita, também pelo PCP-PEV.

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Marcha-Corrida juntou dezenas de pessoas em nome da saúde e bem-estar

Marcha-Corrida juntou dezenas de pessoas em nome da saúde e bem-estar

09-OUT-2025

Dezenas de pessoas encheram-se de saúde e boa disposição ao participar em mais uma edição da Marcha-Corrida de Armação de Pêra, iniciativa que promove a importância do desporto e celebrou o feriado nacional na manhã do dia 5 de Outubro.Com partida junto à zona do antigo mini golfe, o evento reuniu participantes de todas as idades, desde caminheiros ocasionais a atletas habituais, num percurso que combinou o espírito de convívio, bem-estar e contacto com a natureza.A manhã começou cedo, com um aquecimento coletivo animado, seguido do início da marcha num ambiente de entusiasmo e partilha. Os participantes percorreram trajetos de 4 e 10 quilómetros, adaptados a diferentes níveis de condição física, reforçando a ideia de que a atividade física é acessível a todos.Organizada pela Junta de Freguesia de Armação de Pêra, com o apoio do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), da Câmara Municipal de Silves e de outras entidades locais, a iniciativa teve como objetivo incentivar estilos de vida saudáveis e fortalecer o espírito comunitário entre residentes e visitantes.No final, não faltaram momentos de convívio e animação, bem como a satisfação geral de quem participou num evento que é já uma tradição desportiva na freguesia.A Marcha-Corrida de Armação de Pêra reafirma, assim, o compromisso local com a promoção da atividade física, o encontro intergeracional e a valorização do património natural e humano desta vila algarvia.O evento coincidiu ainda com o 121.º Encontro Mensal de Veículos Clássicos, que trouxe um toque nostálgico e especial à manhã de celebração.Um agradecimento a todos aqueles que participaram e estiveram presentes neste dia tão importante para a nossa saúde e bem-estar.   Cátia Rodrigues

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